quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Crise hipotecária americana

By TERRY JONESINVESTOR'S BUSINESS DAILY traduzido por esmerilhil.br
http://www.ibdeditorials.com/IBDArticles.aspx?id=307149667289804

Como o governo americano se viu tão profundamente envolvido no mercado de imóveis?
Porque o Presidente Clinton quis dessa forma.
Fannie Mae e Freddie Mac nos inícios de 1990 não eram as empresas que o Presidente Clinton deixou quando saiu.
O Presidente Carter em 1977 assinou o CRA – Community Reinvestment Act pelo qual empurrou Fannie e Freddie a agressivamente emprestar às comunidades de minorias. Contudo foi o Presidente Clinton que turbinou o processo. Tomando posse em 1993 ele extensivamente reescreveu as regras para Fannie e Freddie.
Reescrevendo as regras ele transformou as duas empresas privadas (embora com alta ingerência estatal) em um monopólio semi-estatatizado que passou a fornecer dinheiro aos mercados, fazer empréstimos a blocos de votantes do partido Democrata, fazendo favores, empregos e dinheiro para aliados políticos.
Esta potente mistura levou à corrupção e ao colapso da Fannie e Freddie.
Apesar de já haver sinais evidentes de problemas na Fannie e Freddie em 1994, Clinton promulgou seu National Homeownership Strategy, que ampliou o CRA para além do que o Congresso americano aprovara.
Naquele ano de 1994, dirigindo-se a National Association of Realtors, expôs de maneira impositiva que “mais americanos deveriam ter suas casas”. A intenção era boa. Uma maneira de fazer os negros e outras minorias entrarem na classe média seria de possuírem suas próprias casas.
Acontece que o Congresso Americano mudou de mãos e então ao invés de submeter uma legislação que o congresso republicano seguramente iria rejeitar em 1995, Clinton ordenou ao secretário do Tesouro a reescrever as regras para o sistema hipotecário.
As regras reescritas “tornaram difíceis obter índices CRA”. Bancos hipotecários agora dependiam de quota de “diversidade” em seus portfólios. Obter um bom índice CRA era a chave para um banco que quisesse expandir ou fundir com outro. Conseqüentemente os empréstimos passaram a serem feitos mais na base de raça ou pouco mais que isso, com a finalidade de preencher as novas quotas estabelecidas.
Os avaliadores de bancos hipotecários passaram a usar os padrões federais do “home-loan” para classificar as performances dos bancos hipotecários, dividindo os empréstimos por vizinhança, grupos de renda e raça.
Como se isso não fosse suficiente Clinton, pelo seu secretário de Habitação, Andrew Cuomo reforçou suas decisões expandindo grandemente as aplicações de Fannie e Freddie no mercado de subprime e permitindo Fannie e Freddie de manter somente 2.5% em capital para dar suporte a tal expansão, uma leverage enorme se comparada com 10% para os Bancos hipotecários.
Podendo emprestar a taxas menores dos que os outros Bancos hipotecários devido as garantias governamentais para seus débitos, as empresas hipotecárias patrocinadas pelo governo aumentaram em número.
Com tais incentivos os bancos despejaram bilhões de dólares de empréstimos em comunidades pobres, os chamados empréstimos NINJAS (Concedidos a pessoas sem renda, emprego ou bens - No INcome, Jobs or Assets).
Em 2007, Fannie e Freddie garantiam ou possuíam perto de metade dos 12 trilhões de dólares do mercado de hipotecas americano. Uma exposição fantástica.
O pior destas mudanças de Clinton foi que Fannie e Freddie tornaram-se a casa de políticos sem cargos do partido democrata e até de republicanos cooptados e que tiveram seus potes de campanha enchidos por doações de Fannie e Freddie. Seus Superintendentes gastaram US$ 200 milhões em atividades políticas e em lobbying junto aos Poderes Americanos.
Valeu a pena?
Se medido pelo objetivo de botar mais minorias pobres em suas casas a resposta é sim.
Um estudo da Harvard mostra que minorias aumentaram em 49% dos 12,5 milhões dos novos donos de suas casas.
A contrapartida é que mais da metade desses empréstimos agora se tornou ruim e proprietários de suas casas entre as minorias estão diminuindo rápido.
Fannie e Freddie com seu massivo portfólio estufado com a Securitização dos papéis criados em cima destes empréstimos subprime são um dos piores legados da era Clinton.

ALAVANCAGEM – É a operação em que bancos de investimento fazem apostas no mercado cujo valor é até quarenta vezes seu patrimônio – quando o limite máximo de segurança recomendado internacionalmente é doze vezes (12:1). A fórmula mais simples de medi-la é L = D / E, em que L é leverage (alavancagem), D é debt (dívida) e E é equity (patrimônio).
SECURITIZAÇÃO– Emissão de títulos garantidos por um fluxo de pagamentos que ainda será recebido –.ou seja, uma dívida. O emissor desses títulos (em inglês, securities, daí o termo securitization) antecipa os recursos vendendo os papéis para investidores. A crise explodiu quando muitas dívidas não foram pagas e o sistema se convenceu de que muitas outras também não seriam.
SUBPRIME MORTGAGES - Hipoteca nos financiamentos para clientes de segunda linha.
O QUE SÃO PAPEIS PODRES? - Papéis podres são títulos com possibilidade de não serem pagos a seus detentores. Ou seja, têm alto potencial de prejuízo, apesar de o volume das perdas que eles representam ser incerto.
Isso acontece porque eles estão atrelados a financiamentos imobiliários.
A atual crise foi desencadeada pelo aumento da inadimplência de pessoas que contraíram hipotecas, mas não se sabe ao certo quais conseguirão honrar seus compromissos ou não.
Veja o VIDEO:
http://www.youtube.com/watch?v=H5tZc8oH--o

Nenhum comentário: