segunda-feira, 16 de julho de 2007
terça-feira, 10 de julho de 2007
09/07/2007 - 18h41
Advogado de Rondeau diz que PF deve fechar a boca e concluir o inquérito
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REGIANE SOARESda Folha Online
O advogado José Gerardo Grossi, que defende o ex-ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), criticou nesta segunda-feira o posicionamento da Polícia Federal sobre as investigações envolvendo seu cliente na Operação Navalha.
"A PF deveria fechar a boca, fazer o inquérito e relatar [o caso] ao juiz. Falar muito atrapalha e sai do dever da polícia", afirmou Grossi.
A crítica de Grossi foi em relação ao posicionamento da PF, que não descarta a suspeita de que Rondeau tenha recebido propina da Gautama --construtora acusada de liderar a máfia que fraudava licitações para realizações de obras públicas.
Reportagem publicada hoje pela Folha informa que a investigação da PF apurou que o dinheiro da propina estava na bolsa da diretora financeira da construtora, Maria de Fátima Palmeira, e não no envelope que ela carregava quando foi flagrada pelas câmeras do circuito interno entrando no prédio do Ministério de Minas e Energia.
"Esse tipo de coisa [discussão sobre onde estava o dinheiro] não leva a nada. É inútil", disse Grossi.
Para o advogado, a polícia quer sustentar a tese de que o dinheiro, de alguma forma, chegou ao gabinete do ex-ministro. "Primeiro foi no envelope, agora na bolsa. Daqui a pouco vão falar que estava no sapato", disse.
Grossi fez questão de ressaltar que Rondeau não recebeu propina, e destacou um laudo do perito Ricardo Molina, encomendado por Ivo Almeida Costa, ex-assessor de Rondeau, também investigado pela PF. O laudo concluiu que não era possível colocar R$ 100 mil num envelope.
Segundo o advogado, o laudo foi anexado ao inquérito da PF. "Agora estou esperando o posicionamento do Ministério Público sobre o caso. Eu espero que o ex-ministro não seja denunciado porque não recebeu dinheiro algum", comentou.
Para a PF, a propina teria sido repassada ao ministro pelo então assessor Ivo como pagamento por benefícios à Gautama na instalação de etapas do programa Luz para Todos no Piauí, em 2006.
Retorno
Grossi preferiu não comentar sobre a possibilidade de Rondeau retornar ao Ministério de Minas e Energia. "Advogado não se mete na política", comentou o advogado, ao ressaltar que a nomeação de Rondeau é uma decisão do presidente da República.
Advogado de Rondeau diz que PF deve fechar a boca e concluir o inquérito
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REGIANE SOARESda Folha Online
O advogado José Gerardo Grossi, que defende o ex-ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), criticou nesta segunda-feira o posicionamento da Polícia Federal sobre as investigações envolvendo seu cliente na Operação Navalha.
"A PF deveria fechar a boca, fazer o inquérito e relatar [o caso] ao juiz. Falar muito atrapalha e sai do dever da polícia", afirmou Grossi.
A crítica de Grossi foi em relação ao posicionamento da PF, que não descarta a suspeita de que Rondeau tenha recebido propina da Gautama --construtora acusada de liderar a máfia que fraudava licitações para realizações de obras públicas.
Reportagem publicada hoje pela Folha informa que a investigação da PF apurou que o dinheiro da propina estava na bolsa da diretora financeira da construtora, Maria de Fátima Palmeira, e não no envelope que ela carregava quando foi flagrada pelas câmeras do circuito interno entrando no prédio do Ministério de Minas e Energia.
"Esse tipo de coisa [discussão sobre onde estava o dinheiro] não leva a nada. É inútil", disse Grossi.
Para o advogado, a polícia quer sustentar a tese de que o dinheiro, de alguma forma, chegou ao gabinete do ex-ministro. "Primeiro foi no envelope, agora na bolsa. Daqui a pouco vão falar que estava no sapato", disse.
Grossi fez questão de ressaltar que Rondeau não recebeu propina, e destacou um laudo do perito Ricardo Molina, encomendado por Ivo Almeida Costa, ex-assessor de Rondeau, também investigado pela PF. O laudo concluiu que não era possível colocar R$ 100 mil num envelope.
Segundo o advogado, o laudo foi anexado ao inquérito da PF. "Agora estou esperando o posicionamento do Ministério Público sobre o caso. Eu espero que o ex-ministro não seja denunciado porque não recebeu dinheiro algum", comentou.
Para a PF, a propina teria sido repassada ao ministro pelo então assessor Ivo como pagamento por benefícios à Gautama na instalação de etapas do programa Luz para Todos no Piauí, em 2006.
Retorno
Grossi preferiu não comentar sobre a possibilidade de Rondeau retornar ao Ministério de Minas e Energia. "Advogado não se mete na política", comentou o advogado, ao ressaltar que a nomeação de Rondeau é uma decisão do presidente da República.
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