JOÃO BOSCO PAES DE BARROS diz
821 dias de difamação!!
O que o indivíduo Fernando Porfírio publicou na internet por 815 dias foi baseado em “entrevistas e investigações de própria iniciativa e com conclusões próprias, contrárias ao que investigou – fazer isso é substituir o delegado, o promotor, o juiz e o carrasco – é um indivíduo a substituir todo o sistema judiciário”.
Existe Segredo de Justiça quanto a DENÚNCIA? O que ocorre nos autos é diferente da DENÚNCIA e, portanto DENÚNCIA NÃO É SENTENÇA.
SENTENÇA É DADA COM PROVAS e nenhum indivíduo pode se antecipar a uma sentença que ao final é instruída por JUÍZES nas várias instâncias. As informações podem até ter sido orquestrada, mas a parte da DIFAMAÇÃO foi deixada ao indivíduo Fernando Porfírio.
31/10/200830/1/2011 DIAS MESES ANOS 82126,918032792,2431694
domingo, 30 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
JOÃO BOSCO PAES DE BARROS diz
817 dias de difamação!!
Por parte do indivíduo Fernando Porfírio com a intenção específica de DIFAMAR.
31/10/2008
26/1/2011
DIAS
MESES
ANOS
817
26,78688525
2,23224044
Fica aqui registrado o contador acima para futuro uso.
Existe Segredo de Justiça? O que está nos autos é diferente da denúncia. DENÚNCIA baseada em “entrevistas e investigações de própria iniciativa” que um indivíduo faz e publica na internet, NÃO É SENTENÇA.
SENTENÇA É DADA COM PROVAS e nenhum indivíduo pode se antecipar a uma sentença que ao final é instruída por JUÍZES. As informações podem até ter sido orquestrada, mas a parte da DIFAMAÇÃO foi deixada ao indivíduo Fernando Porfírio.
Por parte do indivíduo Fernando Porfírio com a intenção específica de DIFAMAR.
31/10/2008
26/1/2011
DIAS
MESES
ANOS
817
26,78688525
2,23224044
Fica aqui registrado o contador acima para futuro uso.
Existe Segredo de Justiça? O que está nos autos é diferente da denúncia. DENÚNCIA baseada em “entrevistas e investigações de própria iniciativa” que um indivíduo faz e publica na internet, NÃO É SENTENÇA.
SENTENÇA É DADA COM PROVAS e nenhum indivíduo pode se antecipar a uma sentença que ao final é instruída por JUÍZES. As informações podem até ter sido orquestrada, mas a parte da DIFAMAÇÃO foi deixada ao indivíduo Fernando Porfírio.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
JOÃO BOSCO PAES DE BARROS diz
JOÃO BOSCO PAES DE BARROS diz
811 dias de difamação !!
por parte do indivíduo Fernando Porfírio
o qual faz circular na internet, de sua invenção, atos atribuídos a mim João Bosco Paes de Barros, com a intenção específica de DIFAMAR.
31/10/2008
20/1/2011
DIAS
MESES
ANOS
811
26,59016393
2,21584699
Fica aqui registrado o contador acima para futuro uso.
811 dias de difamação !!
por parte do indivíduo Fernando Porfírio
o qual faz circular na internet, de sua invenção, atos atribuídos a mim João Bosco Paes de Barros, com a intenção específica de DIFAMAR.
31/10/2008
20/1/2011
DIAS
MESES
ANOS
811
26,59016393
2,21584699
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
João Bosco Paes de Barros
O trabalho profissional do engenheiro João Bosco Paes de Barros para a Justiça tem sido de alto gabarito como pode ser verificado no site: WWW.paesdebarrosassociados.com.br.
A acusação de ter levado dinheiro para Juiz modificar sentença é incompatível com a qualidade desse seu trabalho.
Única ambição do perito é ser julgado pelo seu trabalho técnico, que foi produzido com esmero e obedecendo a corretos padrões matemáticos.
A acusação, além de ser uma inverdade, consta se tratar de uma acusação verbal.
Todos que labutam na justiça sabem que não existe essa história de “dar dinheiro para Juiz”. Os Juízes são pessoas acima das veleidades correntes.
É estranho que a procuradoria insista em provar o contrário e mais, tornar isso público.
O inimigo da Justiça não são os peritos especialmente este que diligentemente perfaz seu trabalho. O inimigo da Justiça é não saber lidar com um problema comum no dia-a-dia da Justiça: de a parte não se conformar com a decisão do juiz, tomá-la como pessoal e não como uma decisão decorrente do direito.
Consta nos autos que o advogado Carlos Alberto da Penha Stella, OAB 40878, ao qual se imputa esta barbaridade, ter NEGADO que tenha feito essa acusação.
É preciso corrigir os nomes e o texto. O jornalismo precisa fornecer informações corretas e não se colocar na posição de criadores de verdades, substituindo a investigação policial ou promotorias, substituindo o juiz em sua sentença, substituindo o carrasco quando publica sentença dessa forma elaborada.
O perito não irá processar o jornalista por CALÚNIA. O que seria cabível. Considera que o problema não é seu, mas da própria JUSTIÇA. Se ela permite que jornalistas, qualquer um, substituam toda a cadeia processual e façam suas próprias condenações, está diminuindo o papel da Justiça além de poder ser entendida como uma tentativa de influir em seu resultado.
Dever-se-ia também valorizar o direito de resposta publicando o processo em seu todo, o que mostraria, neste caso, a fraqueza dos argumentos usados para o indiciamento. MAS NÃO! O processo corre em SEGREDO DE JUSTIÇA, isto é; aquele que é pública e levianamente acusado e condenado (com anuência da Justiça, creio, pois ela pode interromper a publicação a qualquer momento – tem o poder para isso) não pode se defender com os fatos e números que constam... NO PRÓPRIO PROCESSO.
O acusado, engenheiro João Bosco Paes de Barros, se vê obrigado a usar os meios da Internet para fazer sua defesa, UMA VEZ QUE O ILUSTRE JORNALISTA NÃO COLOCOU INFORMAÇÕES CORRETAS E NÃO LHE CONCEDEU O DIREITO DE RESPOSTA EM SEU ARTIGO.
Ou, nas palavras do jornalista Pedro Porfírio http://www.porfiriolivre.com/ em 02/10/2009:
“É isso: qualquer um pode dizer sandices a meu respeito, porque está em pleno vigor a temporada de triunfo da mediocridade ampla, geral e irrestrita. Temporada em que qualquer boçal pode ser ministro de Estado e qualquer doidivana pode agredir sem ter lido meus escritos em profundidade, hábito que a modernidade suprimiu.”
Vê-se que o jornalista se incomoda quando é dele que se trata....
O artigo publicado, que segue no link abaixo, de autoria de Fernando Porfírio é apenas uma peça difamatória, aproveitando-se de formulações da procuradoria. Sequer foi colhido o depoimento do acusado.
Vida de empresa
Juiz é acusado de cobrar para não decretar falência
Autor: Fernando Porfírio
http://www.conjur.com.br/
A acusação de ter levado dinheiro para Juiz modificar sentença é incompatível com a qualidade desse seu trabalho.
Única ambição do perito é ser julgado pelo seu trabalho técnico, que foi produzido com esmero e obedecendo a corretos padrões matemáticos.
A acusação, além de ser uma inverdade, consta se tratar de uma acusação verbal.
Todos que labutam na justiça sabem que não existe essa história de “dar dinheiro para Juiz”. Os Juízes são pessoas acima das veleidades correntes.
É estranho que a procuradoria insista em provar o contrário e mais, tornar isso público.
O inimigo da Justiça não são os peritos especialmente este que diligentemente perfaz seu trabalho. O inimigo da Justiça é não saber lidar com um problema comum no dia-a-dia da Justiça: de a parte não se conformar com a decisão do juiz, tomá-la como pessoal e não como uma decisão decorrente do direito.
Consta nos autos que o advogado Carlos Alberto da Penha Stella, OAB 40878, ao qual se imputa esta barbaridade, ter NEGADO que tenha feito essa acusação.
É preciso corrigir os nomes e o texto. O jornalismo precisa fornecer informações corretas e não se colocar na posição de criadores de verdades, substituindo a investigação policial ou promotorias, substituindo o juiz em sua sentença, substituindo o carrasco quando publica sentença dessa forma elaborada.
O perito não irá processar o jornalista por CALÚNIA. O que seria cabível. Considera que o problema não é seu, mas da própria JUSTIÇA. Se ela permite que jornalistas, qualquer um, substituam toda a cadeia processual e façam suas próprias condenações, está diminuindo o papel da Justiça além de poder ser entendida como uma tentativa de influir em seu resultado.
Dever-se-ia também valorizar o direito de resposta publicando o processo em seu todo, o que mostraria, neste caso, a fraqueza dos argumentos usados para o indiciamento. MAS NÃO! O processo corre em SEGREDO DE JUSTIÇA, isto é; aquele que é pública e levianamente acusado e condenado (com anuência da Justiça, creio, pois ela pode interromper a publicação a qualquer momento – tem o poder para isso) não pode se defender com os fatos e números que constam... NO PRÓPRIO PROCESSO.
O acusado, engenheiro João Bosco Paes de Barros, se vê obrigado a usar os meios da Internet para fazer sua defesa, UMA VEZ QUE O ILUSTRE JORNALISTA NÃO COLOCOU INFORMAÇÕES CORRETAS E NÃO LHE CONCEDEU O DIREITO DE RESPOSTA EM SEU ARTIGO.
Ou, nas palavras do jornalista Pedro Porfírio http://www.porfiriolivre.com/ em 02/10/2009:
“É isso: qualquer um pode dizer sandices a meu respeito, porque está em pleno vigor a temporada de triunfo da mediocridade ampla, geral e irrestrita. Temporada em que qualquer boçal pode ser ministro de Estado e qualquer doidivana pode agredir sem ter lido meus escritos em profundidade, hábito que a modernidade suprimiu.”
Vê-se que o jornalista se incomoda quando é dele que se trata....
O artigo publicado, que segue no link abaixo, de autoria de Fernando Porfírio é apenas uma peça difamatória, aproveitando-se de formulações da procuradoria. Sequer foi colhido o depoimento do acusado.
Vida de empresa
Juiz é acusado de cobrar para não decretar falência
Autor: Fernando Porfírio
http://www.conjur.com.br/
quinta-feira, 12 de março de 2009
não se deve fazer proselitismo em órgãos de segurança do estado
CONTROLE EXTERNO DA POLÍCIA E O OVO DA SERPENTE. QUEM AINDA SE LEMBRA DO CASO DASLU?
Daniel Dantas ainda não era esse bandido de história em quadrinhos, e este escriba, lá no Primeira Leitura, advertia: “Parem de fazer política na Polícia Federal; parem de ficar politizando a Abin; não se deve fazer proselitismo em órgãos de segurança do estado”. O caso mais notório, a demonstrar que algo de muito ruim estava acontecendo na PF, se deu em julho de 2005, com a prisão da empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu, acusada de sonegação. Quem sonega impostos tem de arcar com as conseqüências. Nunca discuti esse princípio.A questão era outra. E bem mais séria. Lembro-me de ter apontado que o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, não estava mais comandando uma Polícia Federal, mas um arremedo armado de luta de classes — ou, na ironia que fiz, era um arranca-rabo de classes. A Daslu, com efeito, havia deixado de pagar impostos, mas isso não justificava que sua proprietária fosse presa, com aquele estardalhaço, às seis da manhã, com toda a imprensa mobilizada para registrar o evento. E não porque fosse rica, mas porque nem mesmo alguns pressupostos que justificassem a prisão temporária estavam dados: não havia nem inquérito policial nem flagrante. O que estava em curso era só uma investigação do Ministério Público. A PF, como sabem, batiza suas operações. Aquela se chamava “Narciso”, uma referência um tanto jocosa à vaidade das ricas e famosas que compram na Daslu.O que mais calou fundo em certos espíritos não foi a justiça tributária, mas o ressentimento mesmo. “Essa loura rica vai ver...” E, se ela era loura e rica, por que não poderia arcar com alguma injustiça, não é? Apontei à época os abusos óbvios de que ela foi vítima. E os tontons-maCUTs me diziam: “Ah, quer dizer que cadeia é só pra pobre, preto e puta? Nada disso!” Setores da imprensa se divertiram a valer e foram ouvir políticos e socialites a respeito da prisão. A intenção era clara: “a Casa Grande está revoltada porque gosta mesmo é de impunidade”. Jornalistas ajudavam, assim, a pôr um grampo em sua própria profissão.SEMPRE QUE SE RENUNCIA À LEI E AO ESTADO DE DIREITO PARA FAZER JUSTIÇA, ESPECIALMENTE AQUELA QUE PRETENDE TER SOTAQUE SOCIAL, O QUE SE FAZ É SOMAR INJUSTIÇAS NOVAS ÀS INJUSTIÇAS ANTIGAS.Acredito que Eliana tenha equacionado suas pendências com a Receita, e já ninguém fala do caso Daslu. Mas a marca de ilegalidade que ele deixou frutificou, desdobrou-se, está aí até hoje. NASCIA A POLÍCIA FEDERAL JUSTICEIRA DE MÁRCIO THOMAZ BASTOS, um ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil. Aquele exército de 240 policiais federais da Operação Narciso não era sinal de controle e mão firme. ERA UMA DAS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DO DESCONTROLE.Quem deve tem de pagar. Mas tem de fazê-lo dentro dos marcos do estado de direito. Agora um corte para os dias de hoje. Depois volto a este ponto.Controle externoOntem, mais uma vez e para não variar, o presidente do STF, Gilmar Mendes, disse a coisa certa: defendeu a criação de uma corregedoria judicial para que o Poder Judiciário possa controlar eventuais abusos da polícia: “[É necessário] fazer as correções necessárias para que isso [os abusos] não mais se verifique, para que não haja mais um órgão com acúmulo exagerado de poder". Na mosca! Sobre a reportagem de VEJA, que aponta os métodos ilegais a que recorreu o delegado Protógenes, afirmou que a matéria confirma as suas suspeitas de que está havendo abusos.Segundo o ministro, é preciso que representantes dos Três Poderes debatam o assunto: “Recentemente, conversei com o presidente [do Senado], José Sarney, e com o presidente [da Câmara], Michel Temer. Estou em contato permanente com o ministro Tarso Genro [Justiça] e falo com alguma freqüência com o presidente Lula, de modo que não há dificuldade nesse encontro". Ah, sim: reportagem publicada hoje no jornal O Globo informa que Protógenes, acreditem!, grampeou até seu superior na PF (veja abaixo). O monstro criado por Márcio Thomaz Bastos está fora de controle.BalcanizaçãoPolicial, federal ou não, não faz política. Seu papel é executar, segundo os códigos, que são públicos, da corporação a que pertence a política de segurança que é determinada pela sociedade. E como é que a sociedade faz essa determinação? Por meio das autoridades constituídas. A PF está, sim, submetida ao controle democrático. E de dois modos. É subordinada ao Ministério da Justiça, cujo titular é escolhido por um presidente eleito. E também tem de prestar esclarecimentos ao Senado Federal. Pois bem: nada disso funcionou.O Senado, por omisso, não acompanha nada. E o Executivo, em vez de zelar para que a PF ficasse no estrito cumprimento do dever, fez rigorosamente o contrário: abriram-se as portas para a politização da instituição. E de dois modos diferentes e combinados:A – Lula queria demonstrar que o país, finalmente, punha ricos na cadeia;B – Alguns petistas passaram a usar os serviços da polícia para cuidar de interesses partidários.A PF e a Abin se balcanizaram, dividindo-se em grupos. Políticos passaram a ser identificados com estranhas designações: “Esse tem influência na PF”. “Este outro é amigo do delegado X”. “Aquele lá tem acesso a informações que vêm da PF”. E chegamos a este estado de coisas.No mundo inteiro, serviços federais de investigação e de inteligência são fontes de problema mesmo quando submetidos a um estrito controle. Não tem jeito: as pessoas que estão nessa profissão lidam com informações sigilosas, têm condições de ter acesso à vida privada de desafetos (ou de desafetos de seus afetos, se é que me entendem...). A tentação eu diria natural desses ambientes é passar a ter uma agenda própria. E isso, reitero, mesmo quando o controle é severo. Imaginem, então, quando se escancaram as portas à influência política. Aí se passa a ter uma porção de “agendas”, muitas delas adversárias entre si. E o que era para ser um trabalho de vigilância com o fito de garantir o cumprimento da lei resulta no contrário: na promoção da baderna.Os policias federais decentes não têm por que temer tal controle. Ao contrário: eles só têm a ganhar com um instrumento para coibir os abusos dos que depõem contra a instituição e contra cada um dos colegas.É preciso despolitizar e despetizar a PF e a Abin.
Por Reinaldo Azevedo 05:01 comentários (80) 12032009
Daniel Dantas ainda não era esse bandido de história em quadrinhos, e este escriba, lá no Primeira Leitura, advertia: “Parem de fazer política na Polícia Federal; parem de ficar politizando a Abin; não se deve fazer proselitismo em órgãos de segurança do estado”. O caso mais notório, a demonstrar que algo de muito ruim estava acontecendo na PF, se deu em julho de 2005, com a prisão da empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu, acusada de sonegação. Quem sonega impostos tem de arcar com as conseqüências. Nunca discuti esse princípio.A questão era outra. E bem mais séria. Lembro-me de ter apontado que o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, não estava mais comandando uma Polícia Federal, mas um arremedo armado de luta de classes — ou, na ironia que fiz, era um arranca-rabo de classes. A Daslu, com efeito, havia deixado de pagar impostos, mas isso não justificava que sua proprietária fosse presa, com aquele estardalhaço, às seis da manhã, com toda a imprensa mobilizada para registrar o evento. E não porque fosse rica, mas porque nem mesmo alguns pressupostos que justificassem a prisão temporária estavam dados: não havia nem inquérito policial nem flagrante. O que estava em curso era só uma investigação do Ministério Público. A PF, como sabem, batiza suas operações. Aquela se chamava “Narciso”, uma referência um tanto jocosa à vaidade das ricas e famosas que compram na Daslu.O que mais calou fundo em certos espíritos não foi a justiça tributária, mas o ressentimento mesmo. “Essa loura rica vai ver...” E, se ela era loura e rica, por que não poderia arcar com alguma injustiça, não é? Apontei à época os abusos óbvios de que ela foi vítima. E os tontons-maCUTs me diziam: “Ah, quer dizer que cadeia é só pra pobre, preto e puta? Nada disso!” Setores da imprensa se divertiram a valer e foram ouvir políticos e socialites a respeito da prisão. A intenção era clara: “a Casa Grande está revoltada porque gosta mesmo é de impunidade”. Jornalistas ajudavam, assim, a pôr um grampo em sua própria profissão.SEMPRE QUE SE RENUNCIA À LEI E AO ESTADO DE DIREITO PARA FAZER JUSTIÇA, ESPECIALMENTE AQUELA QUE PRETENDE TER SOTAQUE SOCIAL, O QUE SE FAZ É SOMAR INJUSTIÇAS NOVAS ÀS INJUSTIÇAS ANTIGAS.Acredito que Eliana tenha equacionado suas pendências com a Receita, e já ninguém fala do caso Daslu. Mas a marca de ilegalidade que ele deixou frutificou, desdobrou-se, está aí até hoje. NASCIA A POLÍCIA FEDERAL JUSTICEIRA DE MÁRCIO THOMAZ BASTOS, um ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil. Aquele exército de 240 policiais federais da Operação Narciso não era sinal de controle e mão firme. ERA UMA DAS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DO DESCONTROLE.Quem deve tem de pagar. Mas tem de fazê-lo dentro dos marcos do estado de direito. Agora um corte para os dias de hoje. Depois volto a este ponto.Controle externoOntem, mais uma vez e para não variar, o presidente do STF, Gilmar Mendes, disse a coisa certa: defendeu a criação de uma corregedoria judicial para que o Poder Judiciário possa controlar eventuais abusos da polícia: “[É necessário] fazer as correções necessárias para que isso [os abusos] não mais se verifique, para que não haja mais um órgão com acúmulo exagerado de poder". Na mosca! Sobre a reportagem de VEJA, que aponta os métodos ilegais a que recorreu o delegado Protógenes, afirmou que a matéria confirma as suas suspeitas de que está havendo abusos.Segundo o ministro, é preciso que representantes dos Três Poderes debatam o assunto: “Recentemente, conversei com o presidente [do Senado], José Sarney, e com o presidente [da Câmara], Michel Temer. Estou em contato permanente com o ministro Tarso Genro [Justiça] e falo com alguma freqüência com o presidente Lula, de modo que não há dificuldade nesse encontro". Ah, sim: reportagem publicada hoje no jornal O Globo informa que Protógenes, acreditem!, grampeou até seu superior na PF (veja abaixo). O monstro criado por Márcio Thomaz Bastos está fora de controle.BalcanizaçãoPolicial, federal ou não, não faz política. Seu papel é executar, segundo os códigos, que são públicos, da corporação a que pertence a política de segurança que é determinada pela sociedade. E como é que a sociedade faz essa determinação? Por meio das autoridades constituídas. A PF está, sim, submetida ao controle democrático. E de dois modos. É subordinada ao Ministério da Justiça, cujo titular é escolhido por um presidente eleito. E também tem de prestar esclarecimentos ao Senado Federal. Pois bem: nada disso funcionou.O Senado, por omisso, não acompanha nada. E o Executivo, em vez de zelar para que a PF ficasse no estrito cumprimento do dever, fez rigorosamente o contrário: abriram-se as portas para a politização da instituição. E de dois modos diferentes e combinados:A – Lula queria demonstrar que o país, finalmente, punha ricos na cadeia;B – Alguns petistas passaram a usar os serviços da polícia para cuidar de interesses partidários.A PF e a Abin se balcanizaram, dividindo-se em grupos. Políticos passaram a ser identificados com estranhas designações: “Esse tem influência na PF”. “Este outro é amigo do delegado X”. “Aquele lá tem acesso a informações que vêm da PF”. E chegamos a este estado de coisas.No mundo inteiro, serviços federais de investigação e de inteligência são fontes de problema mesmo quando submetidos a um estrito controle. Não tem jeito: as pessoas que estão nessa profissão lidam com informações sigilosas, têm condições de ter acesso à vida privada de desafetos (ou de desafetos de seus afetos, se é que me entendem...). A tentação eu diria natural desses ambientes é passar a ter uma agenda própria. E isso, reitero, mesmo quando o controle é severo. Imaginem, então, quando se escancaram as portas à influência política. Aí se passa a ter uma porção de “agendas”, muitas delas adversárias entre si. E o que era para ser um trabalho de vigilância com o fito de garantir o cumprimento da lei resulta no contrário: na promoção da baderna.Os policias federais decentes não têm por que temer tal controle. Ao contrário: eles só têm a ganhar com um instrumento para coibir os abusos dos que depõem contra a instituição e contra cada um dos colegas.É preciso despolitizar e despetizar a PF e a Abin.
Por Reinaldo Azevedo 05:01 comentários (80) 12032009
domingo, 16 de novembro de 2008
DE SANCTIS E SEUS JUÍZOS PERTURBADOS
Por Reinaldo Azevedo 07:23 comentários (54)
DE SANCTIS E SEUS JUÍZOS PERTURBADOS
Olhem, tenho os vídeos em que o juiz Fausto De Sanctis tece considerações sobre o que ele entende deva ser o trabalho de um juiz. Ele também expressa o seu entendimento do que deva ser a Justiça. Hesitei um pouco antes de escrever o que vai abaixo, mas sou obrigado a concluir: ele não tem de ser afastado do caso Dantas, não. Ele tem de ser afastado é da profissão. E seu destino não me interessa. Seu discurso é o de um político, não o de um juiz. Pois que faça política. Confesso que me vi tentado a lhe recomendar um antidepressivo. Mas o seu problema é ideológico mesmo, não anímico. Não há química que dê jeito. E também me surpreendi com a sua habilidade em espancar a língua portuguesa. Ah, claro: ele se define como alguém “intenso”. Acho que meu amigo Gerald Thomas não o contrataria para o seu teatro. Thomas quer atores inteligentes, não atores “intensos”.O vídeo que vocês vêem acima, complementado por outro, dá conta de um juiz que, de modo inequívoco, acredita que a lei e a Constituição são empecilhos para a realização da efetiva democracia e da verdadeira justiça. Ora, se ele acredita nisso, o que faz como juiz?Ontem, uns dois ou três — talvez o mesmo leitor se fazendo passar por legião — me diziam que, ó!!!, me admiravam muito, mas, depois das minhas considerações sobre De Sanctis, passaram a desconfiar de mim. “Como você não apóia um juiz como este?” É mesmo? Então vão para o diabo que os carregue. Eu apoiar De Sanctis??? Um juiz que, sob o pretexto de pegar Daniel Dantas, cita o nazista Carl Schimitt como ideal de direito e de justiça? Reitero: vão para o diabo sem mim. Ou deixem que eu vá para o diabo sozinho, como diria o poeta. Por que havemos de ir juntos? Leitores não me faltam. E eu quero qualidade. Quem acha De Sanctis um gênio ou um mártir tem de dar pinta lá no blog do anões, dos mãos-peludas e das ratazanas. Reitero: esse juiz piorou a sua reputação comigo. Com ele, além das bobagens que diz, a língua de Camões ainda sai toda esfolada. O homem não acerta uma concordância nominal. Seu domínio da inculta e bela é pior do que o do Apedeuta.Vejam aí o vídeo acima. Ele traz o trecho em que o juiz cita o nazista e afirma que a Constituição “tem seu valor”, mas que é só “um documento”, que “não pode ser mais importante do que nós mesmos”. Ousado, ele garante: “Isso não pode ser interpretado de outra forma”. Não??? Na parte mais preocupante de sua intervenção, declara sem receio: “O juiz que não se doa, que não se doa para a análise correta dos fatos concretos, FAZ COM QUE OS FATOS SE MEÇAM PELA JUSTIÇA, E ISSO NÃO É CERTO. É A INVERSÃO DE VALORES (...)”Entendeu, leitor? Você pode até dizer: “O que eu tenho com isso?” Bem, você está no mundo e pode ter um inimigo ou outro. Se um dia cair nas malhas da Justiça, torça para que o juiz não seja desses que acham errado que “os fatos se meçam pela Justiça”. Se ele tratar a Justiça com esse menoscabo, convenha, você estará frito. Um juiz que acha que os fatos não se medem pela Justiça emprega qual metro, qual regra, qual medida?Eu acho que Dantas não vai dançar. Ele pode até se dar bem. O delegado Protógenes e o juiz De Sanctis, resta evidente, meteram os pés pelas mãos. Pecaram por ideologia e incompetência. Pelo visto, eles queriam menos punir as eventuais ilegalidades de Dantas do que testar a elasticidade do estado de direito.Comentando as escutas telefônicas, obviamente abusivas, afirma De Sanctis, já no outro vídeo: “Causa espécie a muita gente, especialmente no exterior, a discussão, estéril, de que se deve ou não fazer interceptação, SEJA ELA DE QUE NATUREZA FOR, para combater o crime organizado. Em que mundo vivemos? O mundo ideal? Esse... Eu também gostaria que não precisasse disso. Eu sou o primeiro a querer... A não abrir mão, a não usar desse instrumento, ou desses instrumentos, QUE, DE CERTA FORMA, SÃO INVASIVOS À PRIVACIDADE, MAS NÃO TEM OUTRO JEITO. Esse é o caminho. Se é o caminho, vamos fazer o caminho da melhor maneira possível”.É a fala de um monarca absolutista, não de alguém submetido à Carta. “SEJA ELA (a escuta) DE QUE NATUREZA FOR” uma pinóia, senhor juiz! A escuta é regulada por lei. Está claro que a Operação Satiagraha violou uma penca de códigos. Só mesmo alguém que tem um nazista como ídolo do direito para achar que tudo vale a pena. Pois eu tenho uma novidade para De Sanctis: NÃO VALE.Os dois vídeos que vocês podem ver revelam a perspectiva de um “paladinista”; de alguém que pretende posar de herói; de alguém que fala (e muito mal!!!) pelos cotovelos. Se Dantas sair impune dessa ópera bufa, os únicos responsáveis são De Sanctis e Protógenes. Eles tinham a lei para punir o banqueiro. Preferiram, de modo confesso, o caminho fora da lei.Não há meio-termo. A fala pública do juiz é nada menos do que INACEITÁVEL. E, se ele continuar com o poder que tem, saberemos que, ao julgar uma causa, ele pensará: “OS FATOS NÃO SE MEDEM PELA JUSTIÇA”.
DE SANCTIS E SEUS JUÍZOS PERTURBADOS
Olhem, tenho os vídeos em que o juiz Fausto De Sanctis tece considerações sobre o que ele entende deva ser o trabalho de um juiz. Ele também expressa o seu entendimento do que deva ser a Justiça. Hesitei um pouco antes de escrever o que vai abaixo, mas sou obrigado a concluir: ele não tem de ser afastado do caso Dantas, não. Ele tem de ser afastado é da profissão. E seu destino não me interessa. Seu discurso é o de um político, não o de um juiz. Pois que faça política. Confesso que me vi tentado a lhe recomendar um antidepressivo. Mas o seu problema é ideológico mesmo, não anímico. Não há química que dê jeito. E também me surpreendi com a sua habilidade em espancar a língua portuguesa. Ah, claro: ele se define como alguém “intenso”. Acho que meu amigo Gerald Thomas não o contrataria para o seu teatro. Thomas quer atores inteligentes, não atores “intensos”.O vídeo que vocês vêem acima, complementado por outro, dá conta de um juiz que, de modo inequívoco, acredita que a lei e a Constituição são empecilhos para a realização da efetiva democracia e da verdadeira justiça. Ora, se ele acredita nisso, o que faz como juiz?Ontem, uns dois ou três — talvez o mesmo leitor se fazendo passar por legião — me diziam que, ó!!!, me admiravam muito, mas, depois das minhas considerações sobre De Sanctis, passaram a desconfiar de mim. “Como você não apóia um juiz como este?” É mesmo? Então vão para o diabo que os carregue. Eu apoiar De Sanctis??? Um juiz que, sob o pretexto de pegar Daniel Dantas, cita o nazista Carl Schimitt como ideal de direito e de justiça? Reitero: vão para o diabo sem mim. Ou deixem que eu vá para o diabo sozinho, como diria o poeta. Por que havemos de ir juntos? Leitores não me faltam. E eu quero qualidade. Quem acha De Sanctis um gênio ou um mártir tem de dar pinta lá no blog do anões, dos mãos-peludas e das ratazanas. Reitero: esse juiz piorou a sua reputação comigo. Com ele, além das bobagens que diz, a língua de Camões ainda sai toda esfolada. O homem não acerta uma concordância nominal. Seu domínio da inculta e bela é pior do que o do Apedeuta.Vejam aí o vídeo acima. Ele traz o trecho em que o juiz cita o nazista e afirma que a Constituição “tem seu valor”, mas que é só “um documento”, que “não pode ser mais importante do que nós mesmos”. Ousado, ele garante: “Isso não pode ser interpretado de outra forma”. Não??? Na parte mais preocupante de sua intervenção, declara sem receio: “O juiz que não se doa, que não se doa para a análise correta dos fatos concretos, FAZ COM QUE OS FATOS SE MEÇAM PELA JUSTIÇA, E ISSO NÃO É CERTO. É A INVERSÃO DE VALORES (...)”Entendeu, leitor? Você pode até dizer: “O que eu tenho com isso?” Bem, você está no mundo e pode ter um inimigo ou outro. Se um dia cair nas malhas da Justiça, torça para que o juiz não seja desses que acham errado que “os fatos se meçam pela Justiça”. Se ele tratar a Justiça com esse menoscabo, convenha, você estará frito. Um juiz que acha que os fatos não se medem pela Justiça emprega qual metro, qual regra, qual medida?Eu acho que Dantas não vai dançar. Ele pode até se dar bem. O delegado Protógenes e o juiz De Sanctis, resta evidente, meteram os pés pelas mãos. Pecaram por ideologia e incompetência. Pelo visto, eles queriam menos punir as eventuais ilegalidades de Dantas do que testar a elasticidade do estado de direito.Comentando as escutas telefônicas, obviamente abusivas, afirma De Sanctis, já no outro vídeo: “Causa espécie a muita gente, especialmente no exterior, a discussão, estéril, de que se deve ou não fazer interceptação, SEJA ELA DE QUE NATUREZA FOR, para combater o crime organizado. Em que mundo vivemos? O mundo ideal? Esse... Eu também gostaria que não precisasse disso. Eu sou o primeiro a querer... A não abrir mão, a não usar desse instrumento, ou desses instrumentos, QUE, DE CERTA FORMA, SÃO INVASIVOS À PRIVACIDADE, MAS NÃO TEM OUTRO JEITO. Esse é o caminho. Se é o caminho, vamos fazer o caminho da melhor maneira possível”.É a fala de um monarca absolutista, não de alguém submetido à Carta. “SEJA ELA (a escuta) DE QUE NATUREZA FOR” uma pinóia, senhor juiz! A escuta é regulada por lei. Está claro que a Operação Satiagraha violou uma penca de códigos. Só mesmo alguém que tem um nazista como ídolo do direito para achar que tudo vale a pena. Pois eu tenho uma novidade para De Sanctis: NÃO VALE.Os dois vídeos que vocês podem ver revelam a perspectiva de um “paladinista”; de alguém que pretende posar de herói; de alguém que fala (e muito mal!!!) pelos cotovelos. Se Dantas sair impune dessa ópera bufa, os únicos responsáveis são De Sanctis e Protógenes. Eles tinham a lei para punir o banqueiro. Preferiram, de modo confesso, o caminho fora da lei.Não há meio-termo. A fala pública do juiz é nada menos do que INACEITÁVEL. E, se ele continuar com o poder que tem, saberemos que, ao julgar uma causa, ele pensará: “OS FATOS NÃO SE MEDEM PELA JUSTIÇA”.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
By TERRY JONESINVESTOR'S BUSINESS DAILY traduzido por esmerilhil.br
http://www.ibdeditorials.com/IBDArticles.aspx?id=307149667289804
Como o governo americano se viu tão profundamente envolvido no mercado de imóveis?
Porque o Presidente Clinton quis dessa forma.
Fannie Mae e Freddie Mac nos inícios de 1990 não eram as empresas que o Presidente Clinton recebeu.
O Presidente Carter em 1977 assinou o CRA – Community Reinvestment Act pelo qual empurrou Fannie e Freddie a agressivamente emprestar às comunidades de minorias. Contudo foi o Presidente Clinton que turbinou o processo. Tomando posse em 1993 ele extensivamente reescreveu as regras para Fannie e Freddie.
Reescrevendo as regras ele transformou as duas empresas privadas (embora com alta ingerência estatal) em um monopólio semi-estatatizado que passou a fornecer dinheiro aos mercados, fazer empréstimos a blocos de votantes do partido Democrata, fazendo favores, empregos e dinheiro para aliados políticos.
Esta potente mistura levou à corrupção e ao colapso da Fannie e Freddie.
Apesar de já haver sinais evidentes de problemas na Fannie e Freddie em 1994, Clinton promulgou seu National Homeownership Strategy, que ampliou o CRA para além do que o Congresso americano aprovara.
Naquele ano de 1994, dirigindo-se a National Association of Realtors, expôs de maneira impositiva que “mais americanos deveriam ter suas casas”. A intenção era boa. Uma maneira de fazer os negros e outras minorias entrarem na classe média seria de possuírem suas próprias casas.
Acontece que o Congresso Americano mudou de mãos e então ao invés de submeter uma legislação que o congresso republicano seguramente iria rejeitar em 1995, Clinton ordenou ao secretário do Tesouro a reescrever as regras para o sistema hipotecário.
As regras reescritas “tornaram difíceis obter índices CRA”. Bancos hipotecários agora dependiam de quota de “diversidade” em seus portfólios. Obter um bom índice CRA era a chave para um banco que quisesse expandir ou fundir com outro. Conseqüentemente os empréstimos passaram a serem feitos mais na base de raça ou pouco mais que isso, com a finalidade de preencher as novas quotas estabelecidas.
Os avaliadores de bancos hipotecários passaram a usar os padrões federais do “home-loan” para classificar as performances dos bancos hipotecários, dividindo os empréstimos por vizinhança, grupos de renda e raça.
Como se isso não fosse suficiente Clinton, pelo seu secretário de Habitação, Andrew Cuomo reforçou suas decisões expandindo grandemente as aplicações de Fannie e Freddie no mercado de subprime e permitindo Fannie e Freddie de manter somente 2.5% em capital para dar suporte a tal expansão, um leverage enorme se comparado com 10% para Bancos hipotecários.
Podendo emprestar a taxas menores dos que os outros Bancos hipotecários devido as garantias governamentais para seus débitos, as empresas hipotecárias patrocinadas pelo governo aumentaram em número.
Com tais incentivos os bancos despejaram bilhões de dólares de empréstimos em comunidades pobres, os chamados empréstimos NINJAS (Concedidos a pessoas sem renda, emprego ou bens - No INcome, Jobs or Assets).
Em 2007, Fannie e Freddie garantiam ou possuíam perto de metade dos 12 trilhões de dólares do mercado de hipotecas americano. Uma exposição fantástica.
O pior destas mudanças de Clinton foi que Fannie e Freddie tornaram-se a casa de políticos sem cargos do partido democrata e até de republicanos cooptados e que tiveram seus potes de campanha enchidos por doações de Fannie e Freddie. Seus Superintendentes gastaram US$ 200 milhões em atividades políticas e em lobbying junto aos Poderes Americanos.
Valeu a pena?
Se medido pelo objetivo de botar mais minorias pobres em suas casas a resposta é sim.
Um estudo da Harvard mostra que minorias aumentaram em 49% dos 12,5 milhões dos novos donos de suas casas.
A contrapartida é que mais da metade desses empréstimos agora se tornou ruim e proprietários de suas casas entre as minorias estão diminuindo rápido.
Fannie e Freddie com seu massivo portfólio estufado com a Securitização dos papéis criados em cima destes empréstimos subprime são um dos piores legados da era Clinton.
COMENTÁRIOS:
A “crise” é, portanto a reação do MERCADO às imposições do “YES WE CAN” dos que insistem em desconhecer a lógica suprema do MERCADO. Em uma reação da lógica da sobrevivência, os bancos que emprestaram dinheiro para o financiamento imobiliário nos Estados Unidos “empacotaram” boa parte das hipotecas americanas em novos produtos financeiros que foram revendidos a muitos fundos de investimentos em todo o mundo.
Como os juros estavam baixos na Europa e no Japão, esses fundos, que ofereciam retornos maiores, tornaram-se atraentes para os pequenos e grandes investidores. Criou-se uma pirâmide de investimentos de cerca de 1 trilhão de dólares por meio da qual a poupança de milhões de empresas e aposentados, europeus e japoneses, foi usada para financiar a construção e a compra de casas nos EUA.
Embora tenham sido vendidas como aplicações extremamente seguras, na prática não eram bem assim – muitos americanos não cumpriram seus compromissos e o dinheiro nunca chegou aos fundos como era previsto. Quando alguns destes fundos de investimento tentaram se desfazer das hipotecas americanas na esperança de passar adiante o mico do risco, não conseguiram e perderam dinheiro. Tiveram então que vender ações até de empresas saudáveis para se recuperar – isso derrubou as bolsas do planeta.
Não existe almoço grátis, como diz M. Friedman.
“YES WE CAN” >> “we make” Esse é o perigo!
ALAVANCAGEM – É a operação em que bancos de investimento fazem apostas no mercado cujo valor é até quarenta vezes seu patrimônio – quando o limite máximo de segurança recomendado internacionalmente é doze vezes (12:1). A fórmula mais simples de medi-la é L = D / E, em que L é leverage (alavancagem), D é debt (dívida) e E é equity (patrimônio).
SECURITIZAÇÃO – Emissão de títulos garantidos por um fluxo de pagamentos que ainda será recebido –.ou seja, uma dívida. O emissor desses títulos (em inglês, securities, daí o termo securitization) antecipa os recursos vendendo os papéis para investidores. A crise explodiu quando muitas dívidas não foram pagas e o sistema se convenceu de que muitas outras também não seriam.
SUBPRIME MORTGAGES - Hipoteca nos financiamentos para clientes de segunda linha.
O QUE SÃO PAPEIS PODRES? Papéis podres são títulos com possibilidade de não serem pagos a seus detentores. Ou seja, têm alto potencial de prejuízo, apesar de o volume das perdas que eles representam ser incerto.
Isso acontece porque eles estão atrelados a financiamentos imobiliários.
A atual crise foi desencadeada pelo aumento da inadimplência de pessoas que contraíram hipotecas, mas não se sabe ao certo quais conseguirão honrar seus compromissos ou não.
Para bem exemplificar isso, há mais de meia década os economistas, dentre eles Grenspan, vêm trombeteando o “apocalipse” dos "subprimes", mas antecipar o fim da festa com uma intervenção governamental também levaria a prejuízos difíceis de serem dimensionados e de assimilação dolorosa, embora a lógica leve a crer que estes poderiam ser menores; o problema é que tomar esta decisão transfere a parte do risco que o mercado financeiro deixaria de correr para os políticos que teriam que tomá-las, coisa que político que é político não topa. E dá no que dá.
Veja o VIDEO: http://www.youtube.com/watch?v=H5tZc8oH--o
http://www.ibdeditorials.com/IBDArticles.aspx?id=307149667289804
Como o governo americano se viu tão profundamente envolvido no mercado de imóveis?
Porque o Presidente Clinton quis dessa forma.
Fannie Mae e Freddie Mac nos inícios de 1990 não eram as empresas que o Presidente Clinton recebeu.
O Presidente Carter em 1977 assinou o CRA – Community Reinvestment Act pelo qual empurrou Fannie e Freddie a agressivamente emprestar às comunidades de minorias. Contudo foi o Presidente Clinton que turbinou o processo. Tomando posse em 1993 ele extensivamente reescreveu as regras para Fannie e Freddie.
Reescrevendo as regras ele transformou as duas empresas privadas (embora com alta ingerência estatal) em um monopólio semi-estatatizado que passou a fornecer dinheiro aos mercados, fazer empréstimos a blocos de votantes do partido Democrata, fazendo favores, empregos e dinheiro para aliados políticos.
Esta potente mistura levou à corrupção e ao colapso da Fannie e Freddie.
Apesar de já haver sinais evidentes de problemas na Fannie e Freddie em 1994, Clinton promulgou seu National Homeownership Strategy, que ampliou o CRA para além do que o Congresso americano aprovara.
Naquele ano de 1994, dirigindo-se a National Association of Realtors, expôs de maneira impositiva que “mais americanos deveriam ter suas casas”. A intenção era boa. Uma maneira de fazer os negros e outras minorias entrarem na classe média seria de possuírem suas próprias casas.
Acontece que o Congresso Americano mudou de mãos e então ao invés de submeter uma legislação que o congresso republicano seguramente iria rejeitar em 1995, Clinton ordenou ao secretário do Tesouro a reescrever as regras para o sistema hipotecário.
As regras reescritas “tornaram difíceis obter índices CRA”. Bancos hipotecários agora dependiam de quota de “diversidade” em seus portfólios. Obter um bom índice CRA era a chave para um banco que quisesse expandir ou fundir com outro. Conseqüentemente os empréstimos passaram a serem feitos mais na base de raça ou pouco mais que isso, com a finalidade de preencher as novas quotas estabelecidas.
Os avaliadores de bancos hipotecários passaram a usar os padrões federais do “home-loan” para classificar as performances dos bancos hipotecários, dividindo os empréstimos por vizinhança, grupos de renda e raça.
Como se isso não fosse suficiente Clinton, pelo seu secretário de Habitação, Andrew Cuomo reforçou suas decisões expandindo grandemente as aplicações de Fannie e Freddie no mercado de subprime e permitindo Fannie e Freddie de manter somente 2.5% em capital para dar suporte a tal expansão, um leverage enorme se comparado com 10% para Bancos hipotecários.
Podendo emprestar a taxas menores dos que os outros Bancos hipotecários devido as garantias governamentais para seus débitos, as empresas hipotecárias patrocinadas pelo governo aumentaram em número.
Com tais incentivos os bancos despejaram bilhões de dólares de empréstimos em comunidades pobres, os chamados empréstimos NINJAS (Concedidos a pessoas sem renda, emprego ou bens - No INcome, Jobs or Assets).
Em 2007, Fannie e Freddie garantiam ou possuíam perto de metade dos 12 trilhões de dólares do mercado de hipotecas americano. Uma exposição fantástica.
O pior destas mudanças de Clinton foi que Fannie e Freddie tornaram-se a casa de políticos sem cargos do partido democrata e até de republicanos cooptados e que tiveram seus potes de campanha enchidos por doações de Fannie e Freddie. Seus Superintendentes gastaram US$ 200 milhões em atividades políticas e em lobbying junto aos Poderes Americanos.
Valeu a pena?
Se medido pelo objetivo de botar mais minorias pobres em suas casas a resposta é sim.
Um estudo da Harvard mostra que minorias aumentaram em 49% dos 12,5 milhões dos novos donos de suas casas.
A contrapartida é que mais da metade desses empréstimos agora se tornou ruim e proprietários de suas casas entre as minorias estão diminuindo rápido.
Fannie e Freddie com seu massivo portfólio estufado com a Securitização dos papéis criados em cima destes empréstimos subprime são um dos piores legados da era Clinton.
COMENTÁRIOS:
A “crise” é, portanto a reação do MERCADO às imposições do “YES WE CAN” dos que insistem em desconhecer a lógica suprema do MERCADO. Em uma reação da lógica da sobrevivência, os bancos que emprestaram dinheiro para o financiamento imobiliário nos Estados Unidos “empacotaram” boa parte das hipotecas americanas em novos produtos financeiros que foram revendidos a muitos fundos de investimentos em todo o mundo.
Como os juros estavam baixos na Europa e no Japão, esses fundos, que ofereciam retornos maiores, tornaram-se atraentes para os pequenos e grandes investidores. Criou-se uma pirâmide de investimentos de cerca de 1 trilhão de dólares por meio da qual a poupança de milhões de empresas e aposentados, europeus e japoneses, foi usada para financiar a construção e a compra de casas nos EUA.
Embora tenham sido vendidas como aplicações extremamente seguras, na prática não eram bem assim – muitos americanos não cumpriram seus compromissos e o dinheiro nunca chegou aos fundos como era previsto. Quando alguns destes fundos de investimento tentaram se desfazer das hipotecas americanas na esperança de passar adiante o mico do risco, não conseguiram e perderam dinheiro. Tiveram então que vender ações até de empresas saudáveis para se recuperar – isso derrubou as bolsas do planeta.
Não existe almoço grátis, como diz M. Friedman.
“YES WE CAN” >> “we make” Esse é o perigo!
ALAVANCAGEM – É a operação em que bancos de investimento fazem apostas no mercado cujo valor é até quarenta vezes seu patrimônio – quando o limite máximo de segurança recomendado internacionalmente é doze vezes (12:1). A fórmula mais simples de medi-la é L = D / E, em que L é leverage (alavancagem), D é debt (dívida) e E é equity (patrimônio).
SECURITIZAÇÃO – Emissão de títulos garantidos por um fluxo de pagamentos que ainda será recebido –.ou seja, uma dívida. O emissor desses títulos (em inglês, securities, daí o termo securitization) antecipa os recursos vendendo os papéis para investidores. A crise explodiu quando muitas dívidas não foram pagas e o sistema se convenceu de que muitas outras também não seriam.
SUBPRIME MORTGAGES - Hipoteca nos financiamentos para clientes de segunda linha.
O QUE SÃO PAPEIS PODRES? Papéis podres são títulos com possibilidade de não serem pagos a seus detentores. Ou seja, têm alto potencial de prejuízo, apesar de o volume das perdas que eles representam ser incerto.
Isso acontece porque eles estão atrelados a financiamentos imobiliários.
A atual crise foi desencadeada pelo aumento da inadimplência de pessoas que contraíram hipotecas, mas não se sabe ao certo quais conseguirão honrar seus compromissos ou não.
Para bem exemplificar isso, há mais de meia década os economistas, dentre eles Grenspan, vêm trombeteando o “apocalipse” dos "subprimes", mas antecipar o fim da festa com uma intervenção governamental também levaria a prejuízos difíceis de serem dimensionados e de assimilação dolorosa, embora a lógica leve a crer que estes poderiam ser menores; o problema é que tomar esta decisão transfere a parte do risco que o mercado financeiro deixaria de correr para os políticos que teriam que tomá-las, coisa que político que é político não topa. E dá no que dá.
Veja o VIDEO: http://www.youtube.com/watch?v=H5tZc8oH--o
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