By TERRY JONESINVESTOR'S BUSINESS DAILY traduzido por esmerilhil.br
http://www.ibdeditorials.com/IBDArticles.aspx?id=307149667289804
Como o governo americano se viu tão profundamente envolvido no mercado de imóveis?
Porque o Presidente Clinton quis dessa forma.
Fannie Mae e Freddie Mac nos inícios de 1990 não eram as empresas que o Presidente Clinton recebeu.
O Presidente Carter em 1977 assinou o CRA – Community Reinvestment Act pelo qual empurrou Fannie e Freddie a agressivamente emprestar às comunidades de minorias. Contudo foi o Presidente Clinton que turbinou o processo. Tomando posse em 1993 ele extensivamente reescreveu as regras para Fannie e Freddie.
Reescrevendo as regras ele transformou as duas empresas privadas (embora com alta ingerência estatal) em um monopólio semi-estatatizado que passou a fornecer dinheiro aos mercados, fazer empréstimos a blocos de votantes do partido Democrata, fazendo favores, empregos e dinheiro para aliados políticos.
Esta potente mistura levou à corrupção e ao colapso da Fannie e Freddie.
Apesar de já haver sinais evidentes de problemas na Fannie e Freddie em 1994, Clinton promulgou seu National Homeownership Strategy, que ampliou o CRA para além do que o Congresso americano aprovara.
Naquele ano de 1994, dirigindo-se a National Association of Realtors, expôs de maneira impositiva que “mais americanos deveriam ter suas casas”. A intenção era boa. Uma maneira de fazer os negros e outras minorias entrarem na classe média seria de possuírem suas próprias casas.
Acontece que o Congresso Americano mudou de mãos e então ao invés de submeter uma legislação que o congresso republicano seguramente iria rejeitar em 1995, Clinton ordenou ao secretário do Tesouro a reescrever as regras para o sistema hipotecário.
As regras reescritas “tornaram difíceis obter índices CRA”. Bancos hipotecários agora dependiam de quota de “diversidade” em seus portfólios. Obter um bom índice CRA era a chave para um banco que quisesse expandir ou fundir com outro. Conseqüentemente os empréstimos passaram a serem feitos mais na base de raça ou pouco mais que isso, com a finalidade de preencher as novas quotas estabelecidas.
Os avaliadores de bancos hipotecários passaram a usar os padrões federais do “home-loan” para classificar as performances dos bancos hipotecários, dividindo os empréstimos por vizinhança, grupos de renda e raça.
Como se isso não fosse suficiente Clinton, pelo seu secretário de Habitação, Andrew Cuomo reforçou suas decisões expandindo grandemente as aplicações de Fannie e Freddie no mercado de subprime e permitindo Fannie e Freddie de manter somente 2.5% em capital para dar suporte a tal expansão, um leverage enorme se comparado com 10% para Bancos hipotecários.
Podendo emprestar a taxas menores dos que os outros Bancos hipotecários devido as garantias governamentais para seus débitos, as empresas hipotecárias patrocinadas pelo governo aumentaram em número.
Com tais incentivos os bancos despejaram bilhões de dólares de empréstimos em comunidades pobres, os chamados empréstimos NINJAS (Concedidos a pessoas sem renda, emprego ou bens - No INcome, Jobs or Assets).
Em 2007, Fannie e Freddie garantiam ou possuíam perto de metade dos 12 trilhões de dólares do mercado de hipotecas americano. Uma exposição fantástica.
O pior destas mudanças de Clinton foi que Fannie e Freddie tornaram-se a casa de políticos sem cargos do partido democrata e até de republicanos cooptados e que tiveram seus potes de campanha enchidos por doações de Fannie e Freddie. Seus Superintendentes gastaram US$ 200 milhões em atividades políticas e em lobbying junto aos Poderes Americanos.
Valeu a pena?
Se medido pelo objetivo de botar mais minorias pobres em suas casas a resposta é sim.
Um estudo da Harvard mostra que minorias aumentaram em 49% dos 12,5 milhões dos novos donos de suas casas.
A contrapartida é que mais da metade desses empréstimos agora se tornou ruim e proprietários de suas casas entre as minorias estão diminuindo rápido.
Fannie e Freddie com seu massivo portfólio estufado com a Securitização dos papéis criados em cima destes empréstimos subprime são um dos piores legados da era Clinton.
COMENTÁRIOS:
A “crise” é, portanto a reação do MERCADO às imposições do “YES WE CAN” dos que insistem em desconhecer a lógica suprema do MERCADO. Em uma reação da lógica da sobrevivência, os bancos que emprestaram dinheiro para o financiamento imobiliário nos Estados Unidos “empacotaram” boa parte das hipotecas americanas em novos produtos financeiros que foram revendidos a muitos fundos de investimentos em todo o mundo.
Como os juros estavam baixos na Europa e no Japão, esses fundos, que ofereciam retornos maiores, tornaram-se atraentes para os pequenos e grandes investidores. Criou-se uma pirâmide de investimentos de cerca de 1 trilhão de dólares por meio da qual a poupança de milhões de empresas e aposentados, europeus e japoneses, foi usada para financiar a construção e a compra de casas nos EUA.
Embora tenham sido vendidas como aplicações extremamente seguras, na prática não eram bem assim – muitos americanos não cumpriram seus compromissos e o dinheiro nunca chegou aos fundos como era previsto. Quando alguns destes fundos de investimento tentaram se desfazer das hipotecas americanas na esperança de passar adiante o mico do risco, não conseguiram e perderam dinheiro. Tiveram então que vender ações até de empresas saudáveis para se recuperar – isso derrubou as bolsas do planeta.
Não existe almoço grátis, como diz M. Friedman.
“YES WE CAN” >> “we make” Esse é o perigo!
ALAVANCAGEM – É a operação em que bancos de investimento fazem apostas no mercado cujo valor é até quarenta vezes seu patrimônio – quando o limite máximo de segurança recomendado internacionalmente é doze vezes (12:1). A fórmula mais simples de medi-la é L = D / E, em que L é leverage (alavancagem), D é debt (dívida) e E é equity (patrimônio).
SECURITIZAÇÃO – Emissão de títulos garantidos por um fluxo de pagamentos que ainda será recebido –.ou seja, uma dívida. O emissor desses títulos (em inglês, securities, daí o termo securitization) antecipa os recursos vendendo os papéis para investidores. A crise explodiu quando muitas dívidas não foram pagas e o sistema se convenceu de que muitas outras também não seriam.
SUBPRIME MORTGAGES - Hipoteca nos financiamentos para clientes de segunda linha.
O QUE SÃO PAPEIS PODRES? Papéis podres são títulos com possibilidade de não serem pagos a seus detentores. Ou seja, têm alto potencial de prejuízo, apesar de o volume das perdas que eles representam ser incerto.
Isso acontece porque eles estão atrelados a financiamentos imobiliários.
A atual crise foi desencadeada pelo aumento da inadimplência de pessoas que contraíram hipotecas, mas não se sabe ao certo quais conseguirão honrar seus compromissos ou não.
Para bem exemplificar isso, há mais de meia década os economistas, dentre eles Grenspan, vêm trombeteando o “apocalipse” dos "subprimes", mas antecipar o fim da festa com uma intervenção governamental também levaria a prejuízos difíceis de serem dimensionados e de assimilação dolorosa, embora a lógica leve a crer que estes poderiam ser menores; o problema é que tomar esta decisão transfere a parte do risco que o mercado financeiro deixaria de correr para os políticos que teriam que tomá-las, coisa que político que é político não topa. E dá no que dá.
Veja o VIDEO: http://www.youtube.com/watch?v=H5tZc8oH--o
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Crise hipotecária americana
By TERRY JONESINVESTOR'S BUSINESS DAILY traduzido por esmerilhil.br
http://www.ibdeditorials.com/IBDArticles.aspx?id=307149667289804
Como o governo americano se viu tão profundamente envolvido no mercado de imóveis?
Porque o Presidente Clinton quis dessa forma.
Fannie Mae e Freddie Mac nos inícios de 1990 não eram as empresas que o Presidente Clinton deixou quando saiu.
O Presidente Carter em 1977 assinou o CRA – Community Reinvestment Act pelo qual empurrou Fannie e Freddie a agressivamente emprestar às comunidades de minorias. Contudo foi o Presidente Clinton que turbinou o processo. Tomando posse em 1993 ele extensivamente reescreveu as regras para Fannie e Freddie.
Reescrevendo as regras ele transformou as duas empresas privadas (embora com alta ingerência estatal) em um monopólio semi-estatatizado que passou a fornecer dinheiro aos mercados, fazer empréstimos a blocos de votantes do partido Democrata, fazendo favores, empregos e dinheiro para aliados políticos.
Esta potente mistura levou à corrupção e ao colapso da Fannie e Freddie.
Apesar de já haver sinais evidentes de problemas na Fannie e Freddie em 1994, Clinton promulgou seu National Homeownership Strategy, que ampliou o CRA para além do que o Congresso americano aprovara.
Naquele ano de 1994, dirigindo-se a National Association of Realtors, expôs de maneira impositiva que “mais americanos deveriam ter suas casas”. A intenção era boa. Uma maneira de fazer os negros e outras minorias entrarem na classe média seria de possuírem suas próprias casas.
Acontece que o Congresso Americano mudou de mãos e então ao invés de submeter uma legislação que o congresso republicano seguramente iria rejeitar em 1995, Clinton ordenou ao secretário do Tesouro a reescrever as regras para o sistema hipotecário.
As regras reescritas “tornaram difíceis obter índices CRA”. Bancos hipotecários agora dependiam de quota de “diversidade” em seus portfólios. Obter um bom índice CRA era a chave para um banco que quisesse expandir ou fundir com outro. Conseqüentemente os empréstimos passaram a serem feitos mais na base de raça ou pouco mais que isso, com a finalidade de preencher as novas quotas estabelecidas.
Os avaliadores de bancos hipotecários passaram a usar os padrões federais do “home-loan” para classificar as performances dos bancos hipotecários, dividindo os empréstimos por vizinhança, grupos de renda e raça.
Como se isso não fosse suficiente Clinton, pelo seu secretário de Habitação, Andrew Cuomo reforçou suas decisões expandindo grandemente as aplicações de Fannie e Freddie no mercado de subprime e permitindo Fannie e Freddie de manter somente 2.5% em capital para dar suporte a tal expansão, uma leverage enorme se comparada com 10% para os Bancos hipotecários.
Podendo emprestar a taxas menores dos que os outros Bancos hipotecários devido as garantias governamentais para seus débitos, as empresas hipotecárias patrocinadas pelo governo aumentaram em número.
Com tais incentivos os bancos despejaram bilhões de dólares de empréstimos em comunidades pobres, os chamados empréstimos NINJAS (Concedidos a pessoas sem renda, emprego ou bens - No INcome, Jobs or Assets).
Em 2007, Fannie e Freddie garantiam ou possuíam perto de metade dos 12 trilhões de dólares do mercado de hipotecas americano. Uma exposição fantástica.
O pior destas mudanças de Clinton foi que Fannie e Freddie tornaram-se a casa de políticos sem cargos do partido democrata e até de republicanos cooptados e que tiveram seus potes de campanha enchidos por doações de Fannie e Freddie. Seus Superintendentes gastaram US$ 200 milhões em atividades políticas e em lobbying junto aos Poderes Americanos.
Valeu a pena?
Se medido pelo objetivo de botar mais minorias pobres em suas casas a resposta é sim.
Um estudo da Harvard mostra que minorias aumentaram em 49% dos 12,5 milhões dos novos donos de suas casas.
A contrapartida é que mais da metade desses empréstimos agora se tornou ruim e proprietários de suas casas entre as minorias estão diminuindo rápido.
Fannie e Freddie com seu massivo portfólio estufado com a Securitização dos papéis criados em cima destes empréstimos subprime são um dos piores legados da era Clinton.
ALAVANCAGEM – É a operação em que bancos de investimento fazem apostas no mercado cujo valor é até quarenta vezes seu patrimônio – quando o limite máximo de segurança recomendado internacionalmente é doze vezes (12:1). A fórmula mais simples de medi-la é L = D / E, em que L é leverage (alavancagem), D é debt (dívida) e E é equity (patrimônio).
SECURITIZAÇÃO– Emissão de títulos garantidos por um fluxo de pagamentos que ainda será recebido –.ou seja, uma dívida. O emissor desses títulos (em inglês, securities, daí o termo securitization) antecipa os recursos vendendo os papéis para investidores. A crise explodiu quando muitas dívidas não foram pagas e o sistema se convenceu de que muitas outras também não seriam.
SUBPRIME MORTGAGES - Hipoteca nos financiamentos para clientes de segunda linha.
O QUE SÃO PAPEIS PODRES? - Papéis podres são títulos com possibilidade de não serem pagos a seus detentores. Ou seja, têm alto potencial de prejuízo, apesar de o volume das perdas que eles representam ser incerto.
Isso acontece porque eles estão atrelados a financiamentos imobiliários.
A atual crise foi desencadeada pelo aumento da inadimplência de pessoas que contraíram hipotecas, mas não se sabe ao certo quais conseguirão honrar seus compromissos ou não.
Veja o VIDEO:
http://www.youtube.com/watch?v=H5tZc8oH--o
http://www.ibdeditorials.com/IBDArticles.aspx?id=307149667289804
Como o governo americano se viu tão profundamente envolvido no mercado de imóveis?
Porque o Presidente Clinton quis dessa forma.
Fannie Mae e Freddie Mac nos inícios de 1990 não eram as empresas que o Presidente Clinton deixou quando saiu.
O Presidente Carter em 1977 assinou o CRA – Community Reinvestment Act pelo qual empurrou Fannie e Freddie a agressivamente emprestar às comunidades de minorias. Contudo foi o Presidente Clinton que turbinou o processo. Tomando posse em 1993 ele extensivamente reescreveu as regras para Fannie e Freddie.
Reescrevendo as regras ele transformou as duas empresas privadas (embora com alta ingerência estatal) em um monopólio semi-estatatizado que passou a fornecer dinheiro aos mercados, fazer empréstimos a blocos de votantes do partido Democrata, fazendo favores, empregos e dinheiro para aliados políticos.
Esta potente mistura levou à corrupção e ao colapso da Fannie e Freddie.
Apesar de já haver sinais evidentes de problemas na Fannie e Freddie em 1994, Clinton promulgou seu National Homeownership Strategy, que ampliou o CRA para além do que o Congresso americano aprovara.
Naquele ano de 1994, dirigindo-se a National Association of Realtors, expôs de maneira impositiva que “mais americanos deveriam ter suas casas”. A intenção era boa. Uma maneira de fazer os negros e outras minorias entrarem na classe média seria de possuírem suas próprias casas.
Acontece que o Congresso Americano mudou de mãos e então ao invés de submeter uma legislação que o congresso republicano seguramente iria rejeitar em 1995, Clinton ordenou ao secretário do Tesouro a reescrever as regras para o sistema hipotecário.
As regras reescritas “tornaram difíceis obter índices CRA”. Bancos hipotecários agora dependiam de quota de “diversidade” em seus portfólios. Obter um bom índice CRA era a chave para um banco que quisesse expandir ou fundir com outro. Conseqüentemente os empréstimos passaram a serem feitos mais na base de raça ou pouco mais que isso, com a finalidade de preencher as novas quotas estabelecidas.
Os avaliadores de bancos hipotecários passaram a usar os padrões federais do “home-loan” para classificar as performances dos bancos hipotecários, dividindo os empréstimos por vizinhança, grupos de renda e raça.
Como se isso não fosse suficiente Clinton, pelo seu secretário de Habitação, Andrew Cuomo reforçou suas decisões expandindo grandemente as aplicações de Fannie e Freddie no mercado de subprime e permitindo Fannie e Freddie de manter somente 2.5% em capital para dar suporte a tal expansão, uma leverage enorme se comparada com 10% para os Bancos hipotecários.
Podendo emprestar a taxas menores dos que os outros Bancos hipotecários devido as garantias governamentais para seus débitos, as empresas hipotecárias patrocinadas pelo governo aumentaram em número.
Com tais incentivos os bancos despejaram bilhões de dólares de empréstimos em comunidades pobres, os chamados empréstimos NINJAS (Concedidos a pessoas sem renda, emprego ou bens - No INcome, Jobs or Assets).
Em 2007, Fannie e Freddie garantiam ou possuíam perto de metade dos 12 trilhões de dólares do mercado de hipotecas americano. Uma exposição fantástica.
O pior destas mudanças de Clinton foi que Fannie e Freddie tornaram-se a casa de políticos sem cargos do partido democrata e até de republicanos cooptados e que tiveram seus potes de campanha enchidos por doações de Fannie e Freddie. Seus Superintendentes gastaram US$ 200 milhões em atividades políticas e em lobbying junto aos Poderes Americanos.
Valeu a pena?
Se medido pelo objetivo de botar mais minorias pobres em suas casas a resposta é sim.
Um estudo da Harvard mostra que minorias aumentaram em 49% dos 12,5 milhões dos novos donos de suas casas.
A contrapartida é que mais da metade desses empréstimos agora se tornou ruim e proprietários de suas casas entre as minorias estão diminuindo rápido.
Fannie e Freddie com seu massivo portfólio estufado com a Securitização dos papéis criados em cima destes empréstimos subprime são um dos piores legados da era Clinton.
ALAVANCAGEM – É a operação em que bancos de investimento fazem apostas no mercado cujo valor é até quarenta vezes seu patrimônio – quando o limite máximo de segurança recomendado internacionalmente é doze vezes (12:1). A fórmula mais simples de medi-la é L = D / E, em que L é leverage (alavancagem), D é debt (dívida) e E é equity (patrimônio).
SECURITIZAÇÃO– Emissão de títulos garantidos por um fluxo de pagamentos que ainda será recebido –.ou seja, uma dívida. O emissor desses títulos (em inglês, securities, daí o termo securitization) antecipa os recursos vendendo os papéis para investidores. A crise explodiu quando muitas dívidas não foram pagas e o sistema se convenceu de que muitas outras também não seriam.
SUBPRIME MORTGAGES - Hipoteca nos financiamentos para clientes de segunda linha.
O QUE SÃO PAPEIS PODRES? - Papéis podres são títulos com possibilidade de não serem pagos a seus detentores. Ou seja, têm alto potencial de prejuízo, apesar de o volume das perdas que eles representam ser incerto.
Isso acontece porque eles estão atrelados a financiamentos imobiliários.
A atual crise foi desencadeada pelo aumento da inadimplência de pessoas que contraíram hipotecas, mas não se sabe ao certo quais conseguirão honrar seus compromissos ou não.
Veja o VIDEO:
http://www.youtube.com/watch?v=H5tZc8oH--o
''República da polícia''
Gilmar Mendes alerta para a ''República da polícia''
Por Fausto Macedo, no Estadão:O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a advertir ontem, após conferência em São Paulo sobre os 20 anos da Constituição, para os riscos do que chamou de "república da polícia, república do juiz, do promotor". Em sua cruzada contra abusos de investigações patrocinadas por órgãos oficiais sob o manto do combate ao crime organizado e à corrupção, ele incluiu em seu libelo excessos e desobediências de comissões parlamentares de inquérito."Já tivemos exemplos em que havia um consórcio entre Ministério Público e um dado juiz e a partir daí se imaginava que se tinha fundado uma república. Vivemos isso em algum momento. Agora, em tempos mais recentes, temos vivido um tipo de república da polícia e também, às vezes, o consórcio com juiz e promotor."Mendes reiterou a necessidade de enfrentar a "ditadura do grampo telefônico". "Aqui talvez seja um processo de devido controle dos principais setores envolvidos, seja o próprio Judiciário, o próprio Ministério Público, mas aí são dissintonias que não têm nenhum significado no sistema macro estrutural da Constituição. São questões que podem ser corrigidas sem nenhuma alteração constitucional. Uma mera alteração legislativa, às vezes, ou uma mera reinterpretação por parte do Judiciário já pode fazer essas correções." Ele condenou "tribunais de exceção" e as seguidas incursões de segmentos da máquina pública pela soberania.
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